Sugiro também então às pessoas que, assim como eu, vivem sendo torturadas por idéias. Daquelas que começam a martelar sem motivo. Fazem com que você não consiga pensar em outra coisa. Muitas vezes não te deixam em paz um dia inteiro. Escrevam. Sem medo de ser inútil ou de não fazer sentido. Sem medo de quem vai ler ou do que vão pensar. Permita que novas idéias apareçam. Desentupa seu cérebro e liberte-se das torturas do demônio da criatividade.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Entupimento criativo
Certo dia ouvi de uma professora que devemos escrever tudo que vier à nossa mente. Principalmente enquanto em processo de criação. A justificativa é simples. As idéias entopem a cabeça. Quantas vezes não conseguimos pensar em uma palavra relacionada ou até mesmo em um simples sinônimo porque a palavra original não sai da frente. E confesso que desde que experimentei essa sugestão tudo ficou mais fácil. Quanto mais escrevo, mais fácil fica de escrever. As idéias não são necessariamente boas, mas pelo menos dão margem a outras.
Sugiro também então às pessoas que, assim como eu, vivem sendo torturadas por idéias. Daquelas que começam a martelar sem motivo. Fazem com que você não consiga pensar em outra coisa. Muitas vezes não te deixam em paz um dia inteiro. Escrevam. Sem medo de ser inútil ou de não fazer sentido. Sem medo de quem vai ler ou do que vão pensar. Permita que novas idéias apareçam. Desentupa seu cérebro e liberte-se das torturas do demônio da criatividade.
Sugiro também então às pessoas que, assim como eu, vivem sendo torturadas por idéias. Daquelas que começam a martelar sem motivo. Fazem com que você não consiga pensar em outra coisa. Muitas vezes não te deixam em paz um dia inteiro. Escrevam. Sem medo de ser inútil ou de não fazer sentido. Sem medo de quem vai ler ou do que vão pensar. Permita que novas idéias apareçam. Desentupa seu cérebro e liberte-se das torturas do demônio da criatividade.
Estagnado
Ele aparentava ser normal. Se vestia como alguém normal. Tinha gostos e preferências que não fazia a menor questão de disfarçar. Tinha um coração de criança. E aos seus 30 e poucos anos, uma cabeça condizente com o mesmo. Não diria que é uma má pessoa. Nem que se fizesse de inocente de propósito. Tinha uma estressante habilidade de mostrar todo dia a mesma boa e clichê imaturidade. Baseou sua vida toda em um profundo orgulho de conhecimentos tão básicos. Poucos anos de nós já o fazem uma pessoa distante. Ele não percebeu que o mundo começou a ensinar-se a si próprio. Buscava ainda se manter em uma época passada. Talvez para encontrar um fim em si mesmo. Queria continuar na fantasia da juventude. Sonhos imortais e fantasias irreais que constroem um adulto infantil. Um eterno “wannabe a rockstar”. Um infinito repertório de piadas sem graça. Brincava de profissional. Fingia ser gente grande. Rafinha não queria crescer. E eu passava minhas tardes ali. Pensando no tamanho da frustração que ele deve ter tido com a realidade. Que tipo de decepção fizera com que ele esquecesse ou simplesmente evitasse crescer.
Programados para existir
Já teve a sensação de conviver com robôs? Não me refiro àqueles eletrônicos e cinematográficos. Mas talvez uma espécie de seres programados para estar em torno de você, conduzindo seus dias e fazendo parte da sua vida. É uma questão que sempre me intrigou. Colocando isso em outro plano, já parou pra pensar que as pessoas que te rodeiam “existem” da mesma forma que você?
Sabendo disso, penso no quão esquisito é o fato de só podermos ver através dos nossos próprios olhos. E como isso atrapalha nossa vida. Talvez fossemos mais justos se conseguíssemos ter outros pontos de vista além dos nossos. Enxergar como os que estão a nossa volta enxergam. Provavelmente seria algo muito difícil de lidar. Arrisco dizer que faria com que muitos enlouquecessem. Retirando-se as especulações, o meu ponto é que essa reflexão pode ser ultra válida. Acredito que deva ser inclusive um exercício diário. Ajuda a apurar nossa sensibilidade.
As pessoas à sua volta são tão reais quanto você. Não falo somente dos seus amigos ou da sua família. Refiro-me a pessoas em geral. Até aquelas que passam rápida e silenciosamente enquanto você caminha bem distraído na rua. Elas não são meros coadjuvantes. São, assim como você, protagonistas de alguma história. Perceba que existe vida além da sua. Acredite você ou não – e não importa o quanto isso doa no seu modesto ego – muitas delas podem ser, inclusive, bem menos superficiais do que você.
Sabendo disso, penso no quão esquisito é o fato de só podermos ver através dos nossos próprios olhos. E como isso atrapalha nossa vida. Talvez fossemos mais justos se conseguíssemos ter outros pontos de vista além dos nossos. Enxergar como os que estão a nossa volta enxergam. Provavelmente seria algo muito difícil de lidar. Arrisco dizer que faria com que muitos enlouquecessem. Retirando-se as especulações, o meu ponto é que essa reflexão pode ser ultra válida. Acredito que deva ser inclusive um exercício diário. Ajuda a apurar nossa sensibilidade.
As pessoas à sua volta são tão reais quanto você. Não falo somente dos seus amigos ou da sua família. Refiro-me a pessoas em geral. Até aquelas que passam rápida e silenciosamente enquanto você caminha bem distraído na rua. Elas não são meros coadjuvantes. São, assim como você, protagonistas de alguma história. Perceba que existe vida além da sua. Acredite você ou não – e não importa o quanto isso doa no seu modesto ego – muitas delas podem ser, inclusive, bem menos superficiais do que você.
Apresentação
Não é que eu me considere alguém com um dom invejável. De uma capacidade incrível ou com idéias revolucionárias. Não me acho superior. Não sou utópica. Não acredito que vá mudar o mundo. Na verdade, faço por ele o que está ao meu alcance. Chame do que quiser, mas eu não chamaria de modéstia e nem de conformismo.
Eu me apego a detalhes. Preocupo-me com mentes e pessoas, atitudes e respostas. Nada sei de biologia, indústria, filosofia ou revolução. Acredito que o mundo só é mundo porque é composto por humanos. Se fosse só ciência seria apenas mais um planeta. Acredito também que nosso objetivo nesse lugar seja buscar ser uma pessoa melhor a cada dia. E minha pretensão aqui não vai muito além disso. Estou em treinamento.
Meu nome é óbvio, minha idade não importa. O que faço da vida? Aprender. Aqui não tenho compromisso com nada além de mim mesma. Não se ofenda, nem questione. Coloco nesse lugar somente algumas das minhas reflexões. Minhas experiências e seus resultados. Meras divagações.
Eu me apego a detalhes. Preocupo-me com mentes e pessoas, atitudes e respostas. Nada sei de biologia, indústria, filosofia ou revolução. Acredito que o mundo só é mundo porque é composto por humanos. Se fosse só ciência seria apenas mais um planeta. Acredito também que nosso objetivo nesse lugar seja buscar ser uma pessoa melhor a cada dia. E minha pretensão aqui não vai muito além disso. Estou em treinamento.
Meu nome é óbvio, minha idade não importa. O que faço da vida? Aprender. Aqui não tenho compromisso com nada além de mim mesma. Não se ofenda, nem questione. Coloco nesse lugar somente algumas das minhas reflexões. Minhas experiências e seus resultados. Meras divagações.
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